O empoderamento das mulheres com as TICs

Aumentar a participação das mulheres na expressão e no processo decisório através da mídia e das novas tecnologias de comunicação e promover uma participação equilibrada e não estereotipada das mulheres na mídia, foram objetivos travados na Plataforma de Ação, em 1995, com o objetivo de ampliar a participação das mulheres no campo das comunicações. O artigo de Sabanes Plou nos mostra não somente o porquê dessa ausência das mulheres no mundo das TICs, mas também como isso poderia ser revertido.
Os setores das tecnologias da informação e da comunicação tem tido um acelerado crescimento. E tem se tornado, cada vez mais, ferramentas de desenvolvimento e fortalecimento de mobilizações sociais. Com o movimento feminista não poderia ser diferente. Na luta contra a violência, pobreza, discriminação e outros problemas que são enfrentados pelas mulheres, o uso das TICs torna-se de grande importância para sua consolidação. “O acesso à mídia pode modificar a estrutura de poder em uma sociedade. O controle sobre o conhecimento e a informação constitui importante fonte de poder e é nesse ponto que a mídia se torna relevante” (SABANES).
As mulheres ao redor do mundo usam as TICs para promoção e proteção de seus Direitos Humanos, usando a Internet para denunciar as violações, enviar alertas e campanhas pelos seus direitos. Elas também estão usando as TICs para facilitar a comunicação entre as organizações, fortalecendo as redes que trabalham para garantir que as mulheres tenham direitos iguais. Ganhar acesso à informação legal pela Internet faz com que seja possível que as mulheres discutam as questões de Direitos Humanos com autoridade e, assim, ampliem a sua batalha contra todas as formas de discriminação (IWTC, 2003).
Mas, a ausência das vozes das mulheres e de suas perspectivas na Sociedade da Informação demonstra que as relações de poder nas novas mídias muitas vezes reproduzem aquelas existentes nas mídias convencionais (Sabanes). Reiterando o fato de que esse espaço ainda está sob o domínio de uma visão sexista, onde alguns pontos são priorizados, enquanto outros sequer podem expor seus ideais. Como é o caso das mulheres, que possuem uma imagem completamente estereotipada na mídia, de forma discriminatória.
A autora afirma que o acesso às TICs é assinalado pelo fenômeno da exclusão digital. Essa exclusão é geralmente caracterizada por altos níveis de acesso à tecnologia, incluindo a Internet, nos países desenvolvidos, enquanto a infra-estrutura para seu uso nas nações menos desenvolvidas ainda está em nível muito baixo, graças à pobreza, à falta de recursos, ao analfabetismo e aos baixos níveis de educação (Sabanes). As mulheres são particularmente marginalizadas, uma vez que a maioria delas não tem poder aquisitivo e nem acesso aos modernos meios de comunicação. (APC WNSP, 2001).
Os movimentos das mulheres consideram que estratégias e soluções para se alcançar a igualdade dos gêneros, incluindo o desenvolvimento das TICs, precisam atacar a raiz das relações iníquas de poder – não apenas entre homens e mulheres, mas fundamentalmente entre ricos e pobres, Norte e Sul, urbano e rural, poderosos e marginalizados (GSWG 2003).
Relações desiguais de poder e outros aspectos sociais e culturais têm contribuído para esse diferencial de acesso, participação, controle e acesso a recursos e status entre homens e mulheres. Mas, Sabanes afirma que alcançar o controle sobre as comunicações e sobre o campo das TICs é importante para assegurar que os recursos e benefícios da Sociedade da Informação e Comunicação sejam distribuídos igualmente entre mulheres e homens.

FONTE: E as questões de gênero na Sociedade da Informação?
Dafne Sabanes Plou

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La segunda brecha digital y las mujeres

No texto “La segunda brecha digital y las mujeres” Cecilia Castaño desmistifica a visão de que a larga difusão dos computadores e da internet supostamente estaria proporcionando inclusão e democratização digital. . Ela mostra que as desigualdades sociais estariam aprofundando as desigualdades de inclusão digital. Para compreender o problema Castaño afirma que há duas “brechas digitais”: a primeira é a desigualdade de acesso às tecnologias causada pelas diferenças socioeconômicas e a segunda diz respeito à desigualdade na aquisição de habilidades, que é mais complexa de se resolver e atinge mais às mulheres que aos homens.

Fazendo um paralelo com o desenvolvimento industrial e econômico dos países, Castaño argumenta que nem todas as pessoas se incorporam igualmente às inovações tecnológicas e, se uma grande parte das pessoas não se inserem nesse contexto, isso criará desigualdades econômicas e sociais ou irá reforçar outras já existentes.

Castaño reforça essa afirmação levantando informações de pesquisas empíricos que sustentam essa tese. Alguns autores consideram que a desigualdade de acesso à tecnologia como uma rota de acesso ao trabalho.

A internet é uma inovação caracterizada por um alto grau de vantagem relativa. Pensamos que está ao alcance de todos, mas, na verdade, requer certas capacidades para buscar informações, processá-las e utilizá-las para alcançar determinados objetivos.
A segunda brecha está relacionada com a desigualdade do conhecimento, com as “habilidades digitais”. Gilster propõe o termo “Digital Literacy” (Alfabetização digital) para definir a capacidade de adaptação às novas “Tecnologias da Informação e Comunicação” (TICs). Surpreende a pequena quantidade de pessoas que possuem estes conhecimentos, incluindo jovens e licenciados universitários.
Os benefícios das habilidades digitais são evidentes e implica em adquirir conhecimentos de busca, classificação, avaliação e apresentação da informação.
As desigualdades entre homens e mulheres estão presentes em todas as sociedades atuais. Os homens são usuários mais regulares de internet que as mulheres em todos os países e grupos de idade, além de muito mais homens que mulheres ocuparem empregos de informática, é o que a pontam as pesquisas empíricas realizadas em diversos países.
Em todas as idades, a proporção de mulheres com níveis altos de habilidade em informática e navegadores é menor que de homens. A proporção de mulheres que trabalham profissionalmente com informática é muito pequena e não vem melhorando. A preocupação é que estas diferenças de gênero nas profissões de informática não parecem que tende a reduzir no futuro.
Parece que a tecnologia é um mundo de homens, enquanto as mulheres estariam presas a uma certa ‘tecnofobia’. O que mostram as pesquisas é que os hábitos patriarcais persistem na família, na escola e nos meios de comunicação. Os meninos são educados para explorar e conquistar o mundo; as meninas, apesar dos avanços experimentados nas sociedades democráticas são educadas para cuidar das outras pessoas.

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II Encontro Baiano de Mulheres e Mídia


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Inclusão Digital x Inclusão Social

Em países como o Brasil, no qual a desigualdade social é marcante, o advento da tecnologia contribuiu para perpetuar desigualdades existentes já que outro tipo de exclusão se instala: a exclusão digital.  Devido ao fato de o país ter um número elevado de população carente é gerado um impasse; seria mesmo esta questão tão importante de ser discutida quando, no país, milhões de pessoas não conseguem suprir suas carências básicas? Não seria este um tópico secundário? O que muitos talvez não consigam enxergar ao fazer tais questionamentos é que a inclusão digital seria uma das formas mais eficazes de combate à pobreza, já que, no mundo digitalizado e globalizado que vigora no século XXI, não há espaço no mercado de trabalho para aqueles desconectados e analfabetos digitais. Estas pessoas, por conseguinte, enfrentarão sérias limitações à procura de emprego.

Outra barreira que surge é relativo às diferenças de uso. O acesso ao computador e à internet por si só não significam muito, isto quando o leque de opções de atividades a serem realizadas é tão extenso. Há aqueles que utilizam a internet para ter acesso aos conteúdos da rede, como acessando sites de notícias, checar e-mail, download de músicas e filmes. Por outro lado, há os que produzem conteúdo e constroem ferramentas, para tal é necessário um conhecimento avançado de técnicas para a produção de hipertexto, linguagem de programação, design, entre outros.

Visto a importância de se combater à exclusão digital, quatro pressupostos são criados. Primeiramente, é necessário reconhecer que a exclusão digital é um empecilho ao desenvolvimento igualitário e apenas contribui à perpetuação da pobreza e da miséria. Depois, para que a alfabetização digital seja de fato eficaz e alcance uma grande parte da população, o Estado vai precisar contribuir. Em terceiro, o autor sugere que essa brecha digital deve ser quebrada com a maior rapidez possível, assim evitando que ela se aprofunde e ao mesmo tempo adquirindo capacidade de gerar inovações. Por fim, no tocante à liberdade de expressão, se pessoas estão sendo privadas de usarem as mídias digitais para se comunicarem então esta passa a ser uma questão de cidadania.

Ao falar de inclusão digital e do espírito de compartilhamento possibilitado pela internet e pela globalização, a questão dos softwares livres e dos softwares proprietários é discutida intensamente. O movimento do software livre é baseado no princípio do compartilhamento do conhecimento, daquilo que foi produzido e que por meio do compartilhamento pode até mesmo ser aperfeiçoado. O primeiro sistema operacional livre a surgir foi o GNU/LINUX, em 1992. Um dos seus maiores propósitos é evitar a condição hegemônica do mercado global à Internet. Criar uma sociedade virtual sem barreiras.

O mundo está cada dia mais e mais informatizado, e, dessa forma, mais sistemas operacionais e aplicativos são necessários. Para se obter licença de uso destes, milhões são enviados ao exterior em Royalties, ao mesmo passo que não se estimula a produção desses softwares no Brasil, nem se incentiva o conhecimento para tal. Além de economizarmos em royalties, poderíamos nos afirmar como produtores e distribuidores de softwares em código aberto. O código aberto permite que um programador habilidoso crie soluções que melhor atenda às necessidades do seu cliente.

Fonte: Inclusão Digital, Software Livre e Globalização Contra-hegemônica
Sérgio Amadeu

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Queer

Nos últimos séculos o sexo tem se tornado o tema de grandes embates. Grupos reconhecidos como minorias, ficam cada vez mais perceptíveis para todo o resto que negavam abrir os olhos. Muitos acabam aceitando o “novo”, outros, no entanto, atacam ferozmente, querendo impor suas regras no intuito de formar uma sociedade moralmente “perfeita”.

O homossexualismo no século XIX para muitos, tratava-se de um mal onde qualquer pessoa poderia tornar-se vítima. Mais tarde ficou conhecido como um desvio de conduta. Hábitos homossexuais só poderiam ser realizados às escuras, contudo, surgiu um movimento unificador, homens e mulheres que não queriam continuar se escondendo. Produções acadêmicas e artísticas já colocavam em pauta a questão de ser gay. No Brasil, tal fenômeno foi acentuada após a Ditadura Militar, quando vários brasileiros que tiveram que se refugiar no exterior, retornaram, trazendo consigo os conflitos sexuais, étnicos e culturais que permeavam a cena internacional. Eles definitivamente, passaram a assumir um papel de minoria, “igual mas diferente” e iniciaram a formação da comunidade gay, onde o único requisito para participar era se assumir homossexual.

Nos anos 70 a sociedade passou a conviver de maneira mais “natural” com o homossexualismo. O ideal era unificar o grupo, criar uma identidade, entretanto, dentro da comunidade gay existem os subgrupos que não aceitavam a forma como o movimento estava se desenvolvendo. Para os negros, as campanhas utilizavam temáticas brancas, já as lésbicas se diziam em patamar inferior ao homens gays; trans sexuais e sadomasoquistas consideravam-se marginalizados.

Quando a Aids surgiu nos anos 80, causou o maior furor, tornando as opiniões homofóbicas de certos setores da sociedade ainda mais fortes, contudo, um número considerável de pessoas passou a integrar uma rede de solidariedade para ajudar na luta contra a doença. Foi uma reação que fez muitos perceberem que o homossexual não estava distante e sim que poderia estar ao seu lado, o tempo todo. Um grupo homossexual que não pretende ser tolerado e quer mostrar que é totalmente contrário a heteronormatividade da sociedade, desenvolveu a teoria denominada simplesmente pela palavra Queer que significa estranho, um termo pejorativo que revela a atitude de contestação desse grupo frente a sociedade.

A teoria Queer é influenciada por diversos intelectuais, passando desde Freud a Foucault. Freud ao dizer que o indivíduo não tem controle sobre inúmeros desejos que lhe são apresentados inconscientemente, foi no minimo chocante para a época. A pessoa ao ignorar seus próprios desejos deixa de conhecer a si mesmo. Lacan aumenta as incertezas ao afirmar que o indivíduo sempre procura o seu ser no outro, constrói toda a sua vida a partir do outro. Foucault mencionou que o sexo tornou-se a pauta de discussões que resultaram em construções discursivas da sexualidade. Para a teoria Queer, Jacques Derrida foi de muita importância, segundo ele, o ocidente se enxerga através de binarismos onde há um sujeito superior e o seu derivado, inferior. A proposição dada é que a desconstrução desses binarismos irá contribuir para uma análise da heterossexualidade/homossexualidade, onde cada um é fragmentado e carrega elementos do outro.

Vários teóricos serviram como base para a teoria Queer que, porventura tem seus próprios teóricos que se “apropriam” do conhecimento divulgado anteriormente e que utilizam-se de maneira diferenciada para se adequar ao que seria estranho. Judith Butler diz que as sociedades ditam as normas e regulam o sexo, no entanto, o corpo não aceita todas essas restrições e é por isso que essas regras precisam ser constantemente repetidas para que o quadro social se perpetue.  Butler afirma que que dentro dos discursos em defesa a homossexualidade, ainda existe o binarismo heterossexualismo/homossexualismo. Não é apenas ela, segundo outros teóricos, é necessário haver uma desconstrução completa deste binarismo, pois, não adianta apenas buscar uma identidade. Assumir uma identidade, significa que existe o outro e este esta sendo colocado no lado oposto, sendo que, ambos não vivem separados, trata-se de um único produto e é dessa junção, desconstrução que se chegaria a conclusão do porque o heterossexualismo é a norma imposta pela sociedade. Para este fim, surgem teorias pós-identitárias, ter uma identidade deixa de ser importante.

Através da teoria Queer uma visão de mundo completamente diferente às normas pula ao olhos e traz questionamentos necessários para a desconstrução de tudo que foi imposto até o momento pela sociedade. É necessário pensar em como inserir esta teoria em um programa pedagógico, é a partir da educação que o binarismo precisa ficar claro e daí passo a passo para findar os conflitos existentes como a homofobia.

FONTE: LOURO, Guacira Lopes. Teoria queer – uma política pós-identitária

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Teoria Queer e Identidade

Sendo alvo de pesquisas e questionamentos de cientistas, religiosos, psiquiatras, antropólogos, educadores, as minorias sexuais transformaram-se em uma questão social. Consequentemente ampliaram-se as discussões quanto ás posições de gênero e sexualidade, tornando-se impossível lidar com elas apoiadas em sistemas binários.

Em termos globais, multiplicaram-se os movimentos e os seus propósitos: alguns grupos homossexuais permanecem lutando por reconhecimento e por legitimação, buscando sua inclusão, em termos igualitários, ao conjunto da sociedade; outros estão preocupados em desafiar as fronteiras tradicionais de gênero e sexuais, pondo em xeque as dicotomias masculino/feminino, homem/mulher, heterossexual/homossexual.

Partindo de um ideal subversivo ás regras e aos padrões comuns, a teoria queer propõe uma desconstrução desses dualismos e de estratégias normalizadoras, que ditam e restringem as formas de viver e de ser.

Os teóricos queer vêem a oposição, seja ela em prol ou contra o homossexualismo, como uma forma de enquadramento, reiterando uma visão canônica. Dessa forma, não se pode classificar a pedagogia queer, como uma pedagogia do oprimido, como libertadora ou libertária.

A pedagogia queer, sugere o questionamento, a desnaturalização e a incerteza como estratégias férteis e criativas para pensar qualquer dimensão da existência, e não somente àqueles ou àquelas que se reconhecem na posição-de-sujeito, isto é, como sujeitos queer.

 

FONTE: LOURO, Guacira Lopes. Teoria queer – uma política pós-identitária


							
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O Pensar na Sexualidade para a Abolição de Definições

Uma maior visibilidade das minorias sexuais (homossexuais, transgêneros) vem sendo estabelecida. Para aqueles que se enquadram nestas minorias, essa visibilidade poderia ser considerada como um grande passo, porém ela tem efeitos contraditórios.

Em função dessa visibilidade, parte da sociedade passa a aceita-las e compreendê-las, todavia, a crítica dos grupos mais convencionais também se fortalece. Além disso, conflitos internos nos movimentos destas minorias enfraquecem a luta e os deixam ainda mais vulneráveis.

Em decorrência da política de identidade, há uma luta constante dos homossexuais pelos seus direitos. Homens e mulheres contestam a sexualidade legitimada para tentar viver fora do padrão estabelecido, tentando construir uma identidade enquanto grupo social.

Nas últimas décadas houve uma multiplicação das oposições sexuais e de gênero. As dicotomias masculino/feminino, homem/mulher, hétero/homo vem sendo questionadas. Umas das teorias pioneiras nesse tópico, a Teoria Queer, indaga se a orientação sexual e a identidade sexual são fatores biológicos ou, de fato, construções sociais, políticas e culturais. Ela vai de encontro à teoria Essencialista (que afirma o determinismo biológico), contestando os seus principais argumentos. Sob o ponto de vista da Teoria Queer, estas construções deveriam ser extintas. Ela ultrapassa questões pontuais (gay e lésbica) e se prende na dispersão da sexualidade, tratando-se, por conseguinte, de uma Teoria Pós-Identitária.

A Teoria Queer foi criada ao final dos anos 80 por intelectuais internamente bastante diversificados. Ela se coloca contra qualquer tipo de marginalização sexual. Não só aplicada aos gays e lésbicas, mas também aos bissexuais, transgêneros… Aliás, ela se coloca contra qualquer tipo de definição! O seu principal alvo é a compulsória heteronormatividade da sociedade, criticando a maneira pela qual a mesma enxerga os heteros (padrão, normal) e os homossexuais (anormal, estranho). Questiona não as categorias em si, mas os seus limites, suas fronteiras e sua rigidez.

Com todos esses valores sendo expostos e discutidos, surge um ponto importante: como disseminar estas ideias para a prática pedagógica já que a discussão sobre o rompimento dos binarismos sexuais não é bem aceita no meio acadêmico?

Primeiramente, é importante frisar que esta teoria não faz apologia à homossexualidade, apesar de muitos assim pensarem, ela apenas discute as definições impostas e acredita que elas possam ser abolidas a partir do ponto que elas nem sempre existiram. Além disso, o pensar na sexualidade de uma forma plural deve ser desenvolvido e repassado! O propósito da teoria da desconstrução dos modelos sexuais e de gênero estigmatizados pela sociedade, aplicada como procedimento metodológico, abriria muitas portas para a fluidez das identidades sexuais.

O que muitos podem enxergar como atos de rebeldia, os teóricos Queer enxergam com naturalidade, pois não se guiam pelas barreiras invisíveis impostas pela sociedade. Para eles, viver a ambiguidade sem sentimento de transgressão seria o indicador de que essas barreiras foram, finalmente, quebradas.

Fonte:
“Teoria Queer: Uma Política Pós-Identitária Para A Educação”
Guacira Lopes Louro

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