Inclusão Digital x Inclusão Social

Em países como o Brasil, no qual a desigualdade social é marcante, o advento da tecnologia contribuiu para perpetuar desigualdades existentes já que outro tipo de exclusão se instala: a exclusão digital.  Devido ao fato de o país ter um número elevado de população carente é gerado um impasse; seria mesmo esta questão tão importante de ser discutida quando, no país, milhões de pessoas não conseguem suprir suas carências básicas? Não seria este um tópico secundário? O que muitos talvez não consigam enxergar ao fazer tais questionamentos é que a inclusão digital seria uma das formas mais eficazes de combate à pobreza, já que, no mundo digitalizado e globalizado que vigora no século XXI, não há espaço no mercado de trabalho para aqueles desconectados e analfabetos digitais. Estas pessoas, por conseguinte, enfrentarão sérias limitações à procura de emprego.

Outra barreira que surge é relativo às diferenças de uso. O acesso ao computador e à internet por si só não significam muito, isto quando o leque de opções de atividades a serem realizadas é tão extenso. Há aqueles que utilizam a internet para ter acesso aos conteúdos da rede, como acessando sites de notícias, checar e-mail, download de músicas e filmes. Por outro lado, há os que produzem conteúdo e constroem ferramentas, para tal é necessário um conhecimento avançado de técnicas para a produção de hipertexto, linguagem de programação, design, entre outros.

Visto a importância de se combater à exclusão digital, quatro pressupostos são criados. Primeiramente, é necessário reconhecer que a exclusão digital é um empecilho ao desenvolvimento igualitário e apenas contribui à perpetuação da pobreza e da miséria. Depois, para que a alfabetização digital seja de fato eficaz e alcance uma grande parte da população, o Estado vai precisar contribuir. Em terceiro, o autor sugere que essa brecha digital deve ser quebrada com a maior rapidez possível, assim evitando que ela se aprofunde e ao mesmo tempo adquirindo capacidade de gerar inovações. Por fim, no tocante à liberdade de expressão, se pessoas estão sendo privadas de usarem as mídias digitais para se comunicarem então esta passa a ser uma questão de cidadania.

Ao falar de inclusão digital e do espírito de compartilhamento possibilitado pela internet e pela globalização, a questão dos softwares livres e dos softwares proprietários é discutida intensamente. O movimento do software livre é baseado no princípio do compartilhamento do conhecimento, daquilo que foi produzido e que por meio do compartilhamento pode até mesmo ser aperfeiçoado. O primeiro sistema operacional livre a surgir foi o GNU/LINUX, em 1992. Um dos seus maiores propósitos é evitar a condição hegemônica do mercado global à Internet. Criar uma sociedade virtual sem barreiras.

O mundo está cada dia mais e mais informatizado, e, dessa forma, mais sistemas operacionais e aplicativos são necessários. Para se obter licença de uso destes, milhões são enviados ao exterior em Royalties, ao mesmo passo que não se estimula a produção desses softwares no Brasil, nem se incentiva o conhecimento para tal. Além de economizarmos em royalties, poderíamos nos afirmar como produtores e distribuidores de softwares em código aberto. O código aberto permite que um programador habilidoso crie soluções que melhor atenda às necessidades do seu cliente.

Fonte: Inclusão Digital, Software Livre e Globalização Contra-hegemônica
Sérgio Amadeu

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