La segunda brecha digital y las mujeres

No texto “La segunda brecha digital y las mujeres” Cecilia Castaño desmistifica a visão de que a larga difusão dos computadores e da internet supostamente estaria proporcionando inclusão e democratização digital. . Ela mostra que as desigualdades sociais estariam aprofundando as desigualdades de inclusão digital. Para compreender o problema Castaño afirma que há duas “brechas digitais”: a primeira é a desigualdade de acesso às tecnologias causada pelas diferenças socioeconômicas e a segunda diz respeito à desigualdade na aquisição de habilidades, que é mais complexa de se resolver e atinge mais às mulheres que aos homens.

Fazendo um paralelo com o desenvolvimento industrial e econômico dos países, Castaño argumenta que nem todas as pessoas se incorporam igualmente às inovações tecnológicas e, se uma grande parte das pessoas não se inserem nesse contexto, isso criará desigualdades econômicas e sociais ou irá reforçar outras já existentes.

Castaño reforça essa afirmação levantando informações de pesquisas empíricos que sustentam essa tese. Alguns autores consideram que a desigualdade de acesso à tecnologia como uma rota de acesso ao trabalho.

A internet é uma inovação caracterizada por um alto grau de vantagem relativa. Pensamos que está ao alcance de todos, mas, na verdade, requer certas capacidades para buscar informações, processá-las e utilizá-las para alcançar determinados objetivos.
A segunda brecha está relacionada com a desigualdade do conhecimento, com as “habilidades digitais”. Gilster propõe o termo “Digital Literacy” (Alfabetização digital) para definir a capacidade de adaptação às novas “Tecnologias da Informação e Comunicação” (TICs). Surpreende a pequena quantidade de pessoas que possuem estes conhecimentos, incluindo jovens e licenciados universitários.
Os benefícios das habilidades digitais são evidentes e implica em adquirir conhecimentos de busca, classificação, avaliação e apresentação da informação.
As desigualdades entre homens e mulheres estão presentes em todas as sociedades atuais. Os homens são usuários mais regulares de internet que as mulheres em todos os países e grupos de idade, além de muito mais homens que mulheres ocuparem empregos de informática, é o que a pontam as pesquisas empíricas realizadas em diversos países.
Em todas as idades, a proporção de mulheres com níveis altos de habilidade em informática e navegadores é menor que de homens. A proporção de mulheres que trabalham profissionalmente com informática é muito pequena e não vem melhorando. A preocupação é que estas diferenças de gênero nas profissões de informática não parecem que tende a reduzir no futuro.
Parece que a tecnologia é um mundo de homens, enquanto as mulheres estariam presas a uma certa ‘tecnofobia’. O que mostram as pesquisas é que os hábitos patriarcais persistem na família, na escola e nos meios de comunicação. Os meninos são educados para explorar e conquistar o mundo; as meninas, apesar dos avanços experimentados nas sociedades democráticas são educadas para cuidar das outras pessoas.

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